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Segredos do Remarketing 2.0

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domingo, 14 de outubro de 2012

Mais um Brasileiro"o paulista Mike Krieger" Ajuda criar uma história de sucesso junto ao bilionário Kevin Systrom Instagram.


MSN Forbes Brasil
http://forbesbrasil.br.msn.com/
Atualizado: 11/10/2012 | Por Steven Bertoni- http://forbesbrasil.br.msn.com/

Saiba mais sobre Kevin Systrom, do Instagram, o novo fenômeno do Vale do Silício

O homem que levou US$ 1 bilhão pela marca preferiu estudar a trabalhar com Zuckerberg
Kevin SYstrom/Foto: Bloomberg
Kevin SYstrom/Foto: Bloomberg
Kevin Systrom estava pilotando uma máquina de expresso no Caffé del Doge, em Palo Alto, quando Mark Zuckerberg se aproximou do balcão com cara de espanto. Era o começo de 2006. Menos de um ano antes, o presidente do Facebook tinha levado Systrom para jantar e pedido que desistisse do último ano na Universidade de Stanford para ir criar um serviço de fotos para sua nascente rede social, o Facebook. Systrom dissera não. Agora, o Facebook valia US$ 500 milhões – e avançava rumo a um valor mais de cem vezes maior – e estampava centenas de manchetes. Já Systrom estava preparando cappuccinos.
“Tinha dito, ‘não, não quero trabalhar nesse negócio’, e ali estava, trabalhando num café”, conta Systrom, 28 anos. Ao optar pela universidade, Systrom rechaçou o que sem dúvida teria chegado a dezenas de milhões em opções do Facebook. Systrom dá de ombros: “Trabalhar numa startup para ganhar muito dinheiro nunca foi a minha, por isso decidi terminar o curso. Para mim, era muito mais importante”, diz. “Tenho certeza hoje, de que teria sido um belo negócio, mas são engraçadas as voltas que o mundo dá.”
No caso de Systrom, essas voltas o levaram exatamente ao lugar que tinha esnobado: o Facebook. Mas graças àquela decisão, em vez de milhões, Systrom está no comando de uma bolada de US$ 1 bilhão. E tudo por fazer as coisas à própria maneira – no caso, criar a rede de fotos Instagram, que Zuckerberg decidiu comprar em abril. O valor da transação, que faz os 40% de Systrom valerem mais de US$ 400 milhões, causa ainda mais espanto quando se considera que a empresa não fatura nada. Aliás, nem modelo de receita tem. Com 22 meses de vida, o Instagram ainda tem apenas 14 funcionários.
Mas o que Systrom também tem – e de que tanto precisa o Facebook, ainda zonzo com a acidentada estreia em bolsa – é barulho dos bons e uma plataforma móvel que já levou mais de 85 milhões de usuários a compartilhar 4 bilhões de fotos. E recebe seis novos membros por segundo.
“É a primeira coisa que vejo que parece ter nascido de verdade na plataforma móvel”, diz Matt Cohler, ex-diretor de gestão do produto no Facebook e hoje sócio da Benchmark Capital, que investiu no Instagram. “Ter ampliado o produto, a rede de usuá­rios e a infraestrutura na retaguarda já seria extraordinário em qualquer circunstância. Conseguir a proeza com uma equipe tão pequena é inédito nos anais da tecnologia.”
Enquanto grandalhonas da internet tentam espremer seus produtos em aplicativos para celular – o mesmo que tentar meter uma mala abarrotada no compartimento de bagagem da cabine do avião –, o Instagram já foi feito pensando naquele espaço. É rápido, é moderno, é enxuto. Com um punhado de toques, dá para tirar, editar (com filtros incríveis) e dividir com o mundo uma foto Instagram. Com outro punhadinho de toques, o usuário pode fazer tudo aquilo que fez a fama do Facebook, incluindo comentar e curtir. “O Facebook pode ser visto como um mistura de mil coisas diferentes, mas no final não há nada que as pessoas gostem mais do que fotos”, diz Adam D’Angelo, ex-diretor de tecnologia do Facebook e atual cabeça do site de perguntas Quora (e também investidor do Instagram). “Ou seja, se especializar em fotos e for muito bom nisso, de certo modo seu negócio vai ser muito mais forte do que essa mistura de mil coisas.”
Systrom dá mais uma prova de que na economia digital uma grande ideia pode virar uma empresa de bilhões de dólares em coisa de meses. Mas esses resultados excepcionais, por mais fortuitos que pareçam para quem vê de fora, quase nunca são fruto do acaso. No caso de Systrom, a sorte pode ser ligada diretamente à Universidade de Stanford. Foi no campus de Palo Alto que o rapaz teve o primeiro contato com o mundo da tecnologia e do capital de risco, achou o primeiro estágio numa startup, conseguiu o primeiro emprego no Google. Systrom descobriu o amor pela fotografia “vintage” num curso da universidade no exterior e conheceu Zuckerberg e a jovem trupe do Facebook numa festa de faculdade. Quando buscava um cofundador para abrir a empresa que mais tarde viraria o Instagram, ali encontrou seu futuro sócio, o brasileiro Mike Krieger.
Systrom, um rapaz espichado de 1,95 metro, caiu de amores pela tecnologia muito antes da faculdade. Com 12 anos, quando ainda vivia em Holliston, no estado americano de Massachusetts, já tirava onda dos amigos pela AOL: usava um programinha para assumir de longe o controle do cursor de alguém ou derrubar a conexão da pessoa (pelas travessuras, a família teve a conta da AOL bloqueada). Systrom se candidatou cedo a uma vaga em Stanford: queria estudar ciência da computação. Mas já no primeiro ano, numa disciplina de programação avançada, sentiu que dera um passo maior que a perna: dedicava 40 horas por semana a uma só matéria para tirar um B. “Adorava o curso, mas comecei a achar que talvez não fosse a minha ser programador.” Acabou se formando em ciência e engenharia da administração. “Aprendi, basicamente, o que era trabalhar num banco de investimento.”
Interessado desde muito no empreendedorismo e em startups (a mãe trabalhou na Monster.com logo no comecinho; hoje, está na Zipcar), Systrom passava as horas livres criando sites, como uma versão do Craigslist para Stanford. Outro, que batizou de Photobox, era uma espécie de galeria para o clube de estudantes, ao qual pertencia, postar fotos das últimas farras.
Kevin Systrom (© Foto: Araya Diaz/Getty Images)
No primeiro ano ali, Systrom foi a Florença estudar fotografia. Chegou à Itália com uma possantíssima câmera SLR – que o professor de fotografia imediatamente trocou por uma Holga baratinha. De plástico, a câmera gerava imagens peculiares em formato quadrado, com distorções de foco e luz que garantiam um ar retrô. Systrom amou a estética. “Com ela, aprendi a beleza da fotografia vintage e também a beleza da imperfeição.” Foi o momento Steve Jobs do rapaz: uma centelha de inspiração artística que depois uniria à tecnologia para fazer o Instagram se destacar das concorrentes.
Mais tarde, Systrom conseguiu um estágio na Odeo, empresa de podcast fundada por Evan Williams e que mais tarde daria origem ao Twitter. Na Odeo, Systrom teve o primeiro contato com o caldeirão de adrenalina que é uma startup. Também aprendeu que o raciocínio ágil e flexível era vital para a sobrevivência de uma empresa. Durante o estágio, criou aplicativos com um jovem engenheiro, Jack Dorsey, que em breve lançaria o Twitter e a firma de pagamentos Square. Exceção numa empresa de vegetarianos, a dupla fez amizade entre um sanduíche e outro. Foi um contato crucial. Já bilionário, Dorsey mais tarde ajudaria o Instagram a decolar, gerando demanda pelas fotos produzidas pelo aplicativo ao postar retratos em sua seguidíssima conta no Twitter.
No último ano do curso, com a ajuda do serviço de colocação profissional da universidade, Systrom achou uma vaga de gerente de projetos na Microsoft com salário anual na casa dos seis dígitos. Passou. Preferiu ficar por ali e ir ganhar US$ 60 mil ao ano trabalhando no marketing do Google. O Google era o sonho do recém-formado, mas Systrom cansou de redigir material de marketing para o Gmail e o Google Calendar. Quando lhe negaram um posto na criação de produtos (o diploma em ciência da computação era obrigatório), foi para o desenvolvimento de negócios, onde fez simulações do fluxo de caixa descontado para empresas que o Google pretendia comprar. Ali viu, em primeira mão, como se costuravam grandes negócios de tecnologia.
Louco pelo ritmo frenético que conhecera durante o estágio na Odeo, foi para o site social de turismo Nextstop. Ali virou o típico programador, projetando programas de e-mail que sugeriam usuários a seguir e jogos com fotos para o Facebook. “De um dia para o outro, tinha aprendido algo que tinha alguma serventia na prática”, diz Systrom. “Se tivesse uma ideia, dava para ir e tirá-la do papel.”
Systrom logo achou algo para tirar do papel: um site que combinaria sua paixão pela fotografia com check-ins de localização e jogos sociais ao estilo, respectivamente, de Foursquare e Zynga, então estourando. Vendeu a ideia – até ali chamada de Burbn, em homenagem a sua bebida favorita – num encontro com investidores. Steve Anderson, da Baseline Ventures, se interessou. Anderson diz ter gostado da mistura de confiança e humildade de Systrom e do fato de que o site seria criado com a revolucionária linguagem HTML5. No final de 2010, Anderson ofereceu a Systrom US$ 250 mil para criar a empresa (Andreessen Horowitz colocou cifra igual). Só havia uma condição: Systrom precisaria achar um sócio.
O rapaz lançou o Burbn da sala do apartamento de um quarto em que vivia em San Francisco. Para poder ver gente, era comum ir trabalhar no protótipo num café do bairro Mission. Ali, volta e meia encontrava Mike Krieger, um brasileiro que se formou em Stanford pelo programa Mayfield dois anos depois de Systrom e também vinha criando aplicativos. Em Stanford, Krieger tinha estudado sistemas simbólicos – um mistura de tecnologia e psicologia que já formou gente como Reid Hoffman, do LinkedIn, e Marissa Mayer, do Yahoo. Agora, trabalhava num site de bate-papo, o Meebo. Um dia, Systrom deixou Krieger baixar seu novo aplicativo de check-in. “Não era louco por essa coisa de localização, mas o Burbn foi o primeiro que adorei”, diz Krieger, contando que o que o conquistou foi poder conferir fotos de aventuras de amigos.
Um mês depois, Systrom chamou Krieger para um café da manhã. Queria convencê-lo a sair do Meebo e vir para o Burbn como cofundador. A resposta de Krieger: “Tenho interesse; falemos mais”. A dupla fez um test-drive da parceria, trabalhando em pequenos programas depois do expediente e nos fins de semana. Ao cabo de semanas, Systrom se provara mais convincente do que Zuckerberg anos antes. Krieger deixou o Meebo e abriu o processo para conseguir um visto de trabalho nos Estados Unidos, que levaria três meses.
No primeiro dia de Krieger no trabalho, Systrom declarou que o Burbn não iria sobreviver – o Foursquare tinha muita vantagem. Teriam de criar algo novo – a decisão foi converter o Burbn em um aplicativo exclusivamente para fotos, só para celular. “O iPhone era uma novidade, estava todo mundo criando coisas superlegais, fazendo surgir novos comportamentos”, diz Systrom. “Era a oportunidade de criarmos uma coisa nova, uma rede social que não rodasse num computador, mas no computador na sua mão.”
Durante duas semanas, a dupla acampou no Dogpatch Labs, perto do AT&T Park, para criar um aplicativo para fotos que os dois batizaram de Codename. Krieger projetou o software para o iOS, enquanto Systrom cuidou do código na retaguarda. O protótipo era, basicamente, um aplicativo de câmera para iPhone com recursos de partilha e comentário. Nenhum dos dois ficou muito empolgado com o resultado. Frustrado, Systrom precisava de uma pausa.
Alugou uma casa barata numa colônia de artistas em Baja California, no México, para uma semaninha de folga. Um dia, caminhando pela praia, a namorada, Nicole Schuetz, perguntou como um dos amigos do casal postava fotos tão incríveis pelo aplicativo. Sua resposta? Filtros. Do nada, Systrom lembrou da experiência com a câmera de plástico em Florença. Passou o resto do dia deitado numa rede, uma garrafa de cerveja Modelo suando ali ao lado, enquanto usava o laptop para pesquisar e projetar o primeiro filtro do Instagram, o X-Pro II.
De volta a San Francisco, logo vieram outros filtros. Um foi o Hefe (batizado em homenagem à cerveja Hefeweizen que Systrom bebeu enquanto o criava), outro o Toaster (nome do labradoodle de Kevin Rose, fundador do agregador Digg). O app foi rebatizado de Instagram e distribuído entre amigos – muitos deles gente de influência no mundo da tecnologia, como Dorsey, do Twitter. Essa turma começou a postar fotos já tratadas em redes sociais. O barulho começou a crescer. O Instagram dá a qualquer fotinho de câmera de celular um ar descolado, retrô. Com um toque na tela, um pôr do sol comunzinho vira um cartão-postal tropical, uma bicicleta velha ganha um toque de nostalgia e um hambúrguer pela metade chega a ser comovedor. “Imagine se houvesse um comando ‘engraçado’ no Twitter ou ‘inteligente’ no Tumblr”, diz Systrom. “Até então, a maioria dos aplicativos de fotos pedia algo do usuário. Dizia: você produz, atua, executa. Já o Instagram disse: ‘deixe o ingrediente secreto por nossa conta’.”
De posse dessa fórmula, Systrom e Krieger lançaram o Instagram na loja de aplicativos da Apple à meia-noite de 6 de outubro de 2010. A resposta foi instantânea. A dupla teve de correr para o Dogpatch Labs a fim de estabilizar os servidores. Às 6 da manhã, sites de tecnologia como Bits Blog e TechCrunch deram a notícia da estreia. Os servidores fundiram. Systrom e Krieger trabalharam 24 horas seguidas para manter o aplicativo grátis no ar. No período, 25 mil usuários do iPhone baixaram o programa.
Kevin Systrom (© Foto: Bloomberg)
“Desde daquele dia, nossa vida nunca mais foi a mesma”, diz Systrom. A dupla buscou a ajuda de Adam D’Angelo, que Systrom conhecera com Zuckerberg numa festa de universitários em Stanford e que ajudou o Instagram a entrar nos servidores da Amazon.com e a ampliar a plataforma. Com um mês, o Instagram tinha 1 milhão de usuários. Pouco depois, Systrom já estava sentado na quarta fileira da conferência da Apple vendo Steve Jobs falar do aplicativo para a plateia. Tinham chegado ao palco supremo do mundo tecnológico – mas manter os servidores do Instagram rodando com usuários chegando aos milhões seguia sendo um grande desafio.
Devidamente instalados num bar chamado Tradition, é fácil esquecer que os quatro rapazes a meu lado – Systrom, Krieger e dois dos primeiros funcionários do Instagram, Josh Riedel e Shayne Sweeney – estão tocando uma empresa de tecnologia de bilhões de dólares. Estão todos na casa dos 20, de jeans e camisa para fora da calça. Quando Krieger vê que ninguém ainda “curtiu” uma foto que tirara do cardápio do bar (com 177 mil seguidores, a resposta em geral é imediata), um MacBook Air, um modem de banda larga móvel e uma pilha de iPhones logo dividem lugar na mesa com os copos de bourbon.
Krieger vasculha o código pelo laptop, enquanto os outros falam com engenheiros do Instagram pelo chat do Facebook. Encontram a falha e se põem a trabalhar. Minutos depois, o problema é resolvido, a parafernália eletrônica é guardada e outra rodada de uísque é pedida. “É nosso bebê”, diz Systrom. “Não dormimos à noite e acordamos cedinho por causa dele.”
Pelas normas da empresa, todo engenheiro precisa ter com ele, a todo momento, um laptop. Já foi preciso abrir computadores durante festas de aniversário, noites românticas, casamentos. Certa vez, durante um jantar num restaurante desses em que a comida vai direto da terra para a mesa, o sistema caiu. Krieger saiu como um louco pelo sítio, buscando um sinal de internet. Foi achar um sinalzinho fraco dentro do galinheiro.
Todo esse malabarismo com os servidores provavelmente vai acabar quando o negócio com o Facebook for consumado – o governo americano ainda tem de aprovar – e a equipe de 14 gatos pingados do Instagram puder usar a colossal infraestrutura da rede de Zuckerberg. Systrom se diz impedido de dar detalhes sobre o acordo com o Facebook enquanto as autoridades não derem o sinal verde. Contou, sim, que o acordo foi celebrado durante uma frenética semana em abril, quando voltava de férias no Reino Unido. Naquela quarta, o Instagram recebera uma segunda rodada de capital – US$ 50 milhões – de investidores, entre eles Greylock, Sequoia Capital e Thrive Capital. Com isso, era avaliado em US$ 500 milhões. No sábado, Zuckerberg pediu que Systrom viesse a sua casa em Palo Alto. Dessa vez, Systrom aceitou a proposta. Na segunda, o acordo bilionário – que incluiu US$ 300 mi­lhões em dinheiro vivo – era firmado.
Quando o Facebook comprou o Instagram – que até hoje não faturou um centavo –, a imprensa correu a gritar “Bolha!”. Já o que certas figuras do mercado diziam baixinho que era “Pechincha”. “Valia muito mais”, diz D’Angelo, do Quora. “O Facebook fez um tremendo negócio”, completou. “Acho que o Facebook tinha muito medo de que outra empresa comprasse o Instagram, ou que [o Instagram] também virasse uma rede social (...). O fato é que todo mundo é ligado nessa coisa de compartilhar fotos e não dá para fazer com que todos se interessem por outra coisa. A rede já foi configurada. É tarde demais.”
Uma aquisição dessas em geral significa fim de jogo para os fundadores. No caso do Instagram, é bem provável que Systrom e Krieger ainda estejam no primeiro tempo. Zuckerberg assumiu publicamente o compromisso de deixar Systrom tocar o Instagram de forma independente (bem diferente de outros casos, em que a empresa comprada é rapidamente assimilada pelo Facebook). Systrom e Krieger podem usar a força do Facebook para expandir o Instagram e dar mais tutano ao serviço. A meta: transformar o Instagram numa empresa de mídia na qual a comunicação ocorra por meio de fotografias (em vez de mero aplicativo para compartilhar fotos de cachorrinhos e pizzas).
“Imagine o poder de mostrar o que está acontecendo no mundo por meio de imagens, e no futuro talvez por outros veículos, a toda e qualquer pessoa que tenha um celular”, diz Systrom. Nesse futuro idealizado, o Instagram seria uma janela de bolso para o mundo – janela que deixaria a pessoa conferir ao vivo o que está acontecendo no planeta (de protestos nas ruas da Síria ao agito fora dos campos durante um torneio esportivo). “Acho que eles têm uma oportunidade ‘Thomas Edison’”, diz Joshua Kushner, da Thrive Capital. “A certa altura nos próximos dois anos, você vai entrar no Instagram e ver o que está acontecendo em tempo real em qualquer lugar do mundo, o que é revolucionário.”
Antes de o Instagram mudar o mundo, no entanto, há muito trabalho a fazer – uma versão para Android foi lançada quatro meses atrás – e Systrom admite que, hoje, ainda é muito difícil achar usuá­rios novos, ver o que está acontecendo a seu redor, trocar comentários e conferir fotos do passado. Outra meta é criar uma versão do Instagram para a internet de modo geral (já há clones). E, antes de virar os olhos do mundo, o Instagram precisa seguir ampliando a base de usuários ao ritmo de centenas de milhões.
E tem, por fim, aquele negócio de faturar. Independente ou não, o Facebook um dia vai exigir que o Instagram traga receita. Por ora, Systrom não pensa nisso. “Acho que o formato visual é bom para anunciantes. Quem segue uma Burberry ou uma Banana Republic vê que as fotos postadas pelo Instagram são de fato publicidade. Mas também são bonitas”, diz Systrom. “No momento, nosso foco é crescer. Não estamos tentando faturar uma graninha com anunciantes.”
Systrom, que ainda mora no mesmo quarto e sala, gosta de viver com relativamente pouco. Outra noite, fui com a turma do Instagram festejar o aniversário de um funcionário numa pista de boliche na zona do Presidio. Eu e outros quatro rapazes da empresa nos esprememos no BMW 2001 preto que Systrom comprou usado na época em que trabalhou no Google. O GPS do carro está quebrado e, por engano, o sujeito dos US$ 400 milhões quase faz a gente cruzar a ponte Golden Gate. “Acho que não pensar muito em dinheiro é saudável”, diz. “Porque, a longo prazo, isso pode te levar à loucura.”
Outro brasileiro na parada
Assim como o brasileiro Eduardo Saverin participou da criação do Google, o paulista Mike Krieger foi o parceiro que Kevin Systrom procurava para aperfeiçoar o Instagram. Apesar do nome, Mike viveu a maior parte de sua vida em São Paulo e foi para os EUA em 2004 com o projeto de estudar engenharia de software na Universidade de Stanford. Foi apresentado a Kevin por amigos em comum e tornou-se seu principal parceiro no desenvolvimento do Instagram. Hoje mora em San Francisco, onde desenvolve novos projetos para o Instagram.

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